Augusto Cury diz que Flávio Bolsonaro 'não é tanto de direita' e o situa 'até para a esquerda'
Augusto Cury em entrevista a podcast Divulgação O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quarta-feira (30), em entrevista ao podcast In...
Augusto Cury em entrevista a podcast Divulgação O candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) afirmou nesta quarta-feira (30), em entrevista ao podcast Inteligência Ltda., que Flávio Bolsonaro (PL) “não é tanto de direita” e o situou politicamente entre o centro e a esquerda. “Eu quero dizer para você que Flávio não é tanto de direita, não, viu?”, declarou. Após o apresentador comentar que há quem coloque Flávio no centro, Cury respondeu: “Centro até para a esquerda”. Ao defender uma gestão com empreendedorismo, liberdade de negócios e Estado enxuto, Cury também criticou o adversário por, segundo ele, não aceitar o contraditório. Agora no g1 Possível convite para a PF Cury citou a possibilidade de chamar Leandro Daiello, que foi diretor-geral da Polícia Federal entre 2011 e 2017, nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer, para comandar a corporação ou o Ministério da Segurança em um eventual governo. “Pode voltar ao governo, talvez dirigindo a Polícia Federal ou até mesmo o Ministério da Segurança”, afirmou. O candidato também defendeu a construção de pelo menos mais dois presídios federais e uma força-tarefa que reúna diferentes forças de segurança. Críticas a Lula e ao Bolsa Família Na mesma entrevista, Cury chamou o “pacote de bondades” do governo Lula de “maldade” e acusou o presidente de usar o aumento do Bolsa Família para obter votos. “E vamos falar agora do pacote de bondades. Na verdade, maldade do Lula, porque o Lula, número um, ele colocou 15% a mais no Bolsa Família a 17 dias da eleição. Número um, indica que ele não ama os pobres, porque alguém que ama os pobres deveria ter feito isso no começo do ano. E por que não 30%? É porque é usar a dor das pessoas para ter votos", afirmou. 🔎 Lula anunciou em 17 de setembro, a 17 dias do primeiro turno, um reajuste de cerca de 15% nos benefícios do Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691. Os pagamentos com os novos valores começam em 19 de outubro, antes do segundo turno. Segundo o governo, a medida recompõe a inflação acumulada desde março de 2023 e será custeada dentro das regras fiscais, com remanejamento de recursos do Orçamento. Encontro com Fachin, do STF Durante a entrevista, o candidato afirmou que tentará uma conversa com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para tratar da crise na Corte. Segundo Cury, é preciso acabar com a "espetacularização" dos julgamentos e divulgar os resultados apenas para as partes envolvidas com cada análise. "STF tem que ser discreto, eles são empregados da sociedade, devia ter o máximo de descrição. Eu vou chamar, conversar com o doutor Fachin e com membros do STF porque eu sei que ele é um leitor carinhoso dos meus livros. Tem que terminar com essa espetacularidade da transmissão ao vivo, tem que gravar e distribuir para as partes", afirmou. De acordo com Cury, caso eleito, ele levará ao Congresso Nacional a proposta de mandato de 8 anos para ministros do Supremo. "Alguém que entra como o doutro Toffoli, com 41 anos, sai com 75?! Ah, pelo amor de Deus! Tem que ser 8 anos para ir embora para nunca mais votar", disse.