'Celular tocou', diz vice-presidente da Câmara de Goiana preso por suspeita de fraude em concurso público; VÍDEO
Vereador Ramon Aranha, de Goiana, se pronuncia sobre acusação de prisão O vereador e vice-presidente da Câmara de Goiana, Ramon Aranha (União Brasil), foi ...
Vereador Ramon Aranha, de Goiana, se pronuncia sobre acusação de prisão O vereador e vice-presidente da Câmara de Goiana, Ramon Aranha (União Brasil), foi preso por suspeita de fraude em concurso público, no domingo (13), na Zona Sul de Natal. Em vídeo publicado no Instagram no mesmo dia da prisão, o político disse que era candidato do certame quando o seu celular, que estava dentro de um saco lacrado, tocou durante a prova (veja vídeo acima). O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) informou que o processo envolvendo Ramon Aranha está em segredo de Justiça, mas disse que ele pagou fiança e foi liberado. Ao todo, 12 pessoas foram presas no concurso público da Polícia Penal no Rio Grande do Norte (entenda mais abaixo). ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Em entrevista ao g1, o vereador afirmou que foi revistado e depois conduzido por policiais para uma delegacia. Por estar com óculos inteligentes entre seus pertences, junto com o celular, ele foi informado de que assumiu o risco de estar com material eletrônico durante o concurso e, por isso, foi preso em flagrante. "Quando o celular tocou, despertou, eu fui convidado a me retirar da sala. Acompanhado de um fiscal para ver o que tinha, abri o saquinho. Nesse saco, estava realmente o celular e esse óculos, que é um óculos que eu uso algumas vezes por ser político. É um óculos pessoal meu", afirmou Ramon Aranha. Após ser questionado de quem eram os óculos inteligentes, que são capazes de gravar imagens, o vereador confirmou ser dele e, assim, foi conduzido para uma segunda revista feita pela polícia, ainda no prédio onde eram aplicadas as provas do concurso. Em seguida, Ramon Aranha foi encaminhado pelos policiais para uma delegacia, onde passou por uma terceira revista, em busca de pontos eletrônicos. "Questionei como é que eu estava ali [na delegacia], se o óculos estava lacrado e desligado. Inclusive todas as câmeras estavam enroladas com fita, com fita da cor do óculos, porque eu só tirava quando eu queria usar a câmera. Aí a delegada disse 'você assumiu o risco de estar com material eletrônico. E , na frente, a gente vê se você iria usar para fraudar ou não'. Mas no final saiu como se eu tivesse fraudado", disse o vereador. Segundo Ramon Aranha, nenhum ponto eletrônico foi encontrado nele. Ao sair da delegacia, ainda no mesmo dia da prisão, o concurso já havia terminado, e o candidato não finalizou a prova. Relato no Instagram Ramon Aranha é vereador em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco Reprodução/Instagram Ramon Aranha postou um vídeo no seu perfil do Instagram para se pronunciar sobre o que aconteceu. Na gravação, ele disse que colocou todos os pertences eletrônicos dentro de um saco lacrado, como orientado pelos fiscais de prova, mas foi revistado após o celular tocar o alarme. Ainda de acordo com o político, durante a revista, alguém filmou e divulgou um vídeo da abordagem policial. "Eu, na verdade, estava sendo conduzido para uma revista pessoal e, graças a Deus, não foi encontrado nada de ponto eletrônico ou alguma coisa do tipo que eu pudesse fraudar esse concurso", declarou na postagem. O pronunciamento foi feito em resposta a um vídeo que circula nas redes sociais que mostra Ramon sendo abordado pelos policiais. Prisões em concurso do RN Na aplicação das provas do concurso público da Polícia Penal do Rio Grande do Norte, a polícia identificou indícios da utilização de equipamentos eletrônicos em Mossoró. Dez candidatos, sendo três mulheres, foram presos em flagrante após a localização de pontos eletrônicos usados na troca de informações durante a realização das provas. Já em Natal, segundo a Polícia Civil, a investigação indicou a atuação de terceiros responsáveis pela resolução das questões fora dos locais de aplicação. Essas pessoas repassavam as respostas aos candidatos por meio de equipamentos eletrônicos. Duas pessoas foram presas na capital potiguar. A corporação informou, em nota, que "os 12 suspeitos foram conduzidos para os procedimentos cabíveis", mas não citou os nomes das pessoas detidas. Polícia Civil prendeu candidatos por fraude em concurso da Polícia Penal Divulgação A TV Globo apurou que todas as pessoas detidas no domingo (13) pagaram fiança correspondente a meio salário-mínimo e foram liberadas. "As circunstâncias da fraude e a eventual participação de outras pessoas serão apuradas no decorrer das investigações", informou a Polícia Civil em nota. As condutas investigadas – pelo crime de utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público – têm pena de um a quatro anos de prisão. ⬆️ Voltar ao início desta reportagem. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias