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Ciça em dose dupla: coreógrafos revisitam estratégia adotada com Ivete em desfile de 9 anos atrás

Mestre Ciça representa ele mesmo na comissão de frente da Viradouro A participação surpresa de Mestre Ciça na comissão de frente da Unidos do Viradouro, a...

Ciça em dose dupla: coreógrafos revisitam estratégia adotada com Ivete em desfile de 9 anos atrás
Ciça em dose dupla: coreógrafos revisitam estratégia adotada com Ivete em desfile de 9 anos atrás (Foto: Reprodução)

Mestre Ciça representa ele mesmo na comissão de frente da Viradouro A participação surpresa de Mestre Ciça na comissão de frente da Unidos do Viradouro, antes de brilhar no alto do último carro alegórico da Vermelha e Branca, na madrugada desta segunda-feira (16), lembrou outra “dobradinha” inesperada: a de Ivete Sangalo, em 2017, na Grande Rio. Por trás dessa estratégia está o mesmo casal de coreógrafos: Priscila Mota e Rodrigo Neri. Dobradinha de Ciça na Viradouro João Salles/Riotur A dobradinha de Ciça A comissão de frente da Viradouro contou como menino Moacyr virou Ciça. A encenação trouxe um garoto rodeado de sambistas que recebe a visita de um leão, representando a Estácio de Sá — foi naquela Vermelha e Branca que o rapaz despertou para o universo do samba. Enquanto bailarinos de chapéu dançavam em volta do pequeno Moacyr, uma dupla calmamente apareceu andando por trás do tripé de apoio e se juntou ao grupo. Todos vestiam paletós iguais. Ninguém imaginava que, de mansinho, era Ciça que chegava para a festa. Ciça 'escondido' na comissão de frente Reprodução/TV Globo Assim que o leão se despediu do menino, um dos recém-chegados se livrou da fantasia, revelando a 1ª surpresa. Era Ciça! O mestre reverenciou sua versão mais nova e subiu o elemento cenográfico de onde tinha saído. Lá, um elevador o ergueu, para muitos aplausos nas arquibancadas. Ciça no alto do tripé da comissão de frente Reprodução/TV Globo Quando a comissão de frente chegou à Apoteose, a Viradouro começou uma operação de guerra: levar Ciça de volta à concentração — uma moto o aguardava, com batedores e tudo. Minutos depois, o mestre já estava novamente em destaque, agora subindo no último carro alegórico, de onde regeu seus quase 300 ritmistas, acompanhado de perto por Juliana Paes, sua rainha. Ciça rege a bateria de cima de um carro Reprodução/TV Globo Estratégia semelhante em 2017 Ivete Sangalo sai de carro após desfilar pela Grande Rio Essa estrutura narrativa foi adotada por Priscila Mota e Rodrigo Neri em 2017, quando Ivete Sangalo foi o enredo da Acadêmicos do Grande Rio. Naquele ano, a cantora iniciou o desfile integrada à comissão de frente vestida de lavadeira, representando as águas do Rio São Francisco e a infância em Juazeiro, na Bahia. No meio da encenação, Ivete se livrou da fantasia e apareceu com roupa de popstar — essa troca de roupa foi repetida até o fim da Sapucaí. Ao chegar à dispersão, na Praça da Apoteose, Ivete foi retirada rapidamente da pista e, de carro, retornou à armação para encerrar o desfile na última alegoria da escola, ao lado do marido e do filho. A coreografia também era assinada por Priscila e Rodrigo. A presença de Ivete na comissão de frente e o retorno posterior no carro alegórico foram apontados como um dos momentos de maior repercussão daquele desfile. Ivete Sangalo na comissão de frente da Grande Rio G1 Ivete Sangalo na Grande Rio G1 Ivete no último carro da Grande Rio ao lado do filho e do marido Alexandre Durão/G1