Debate na Rede Amazônica: candidatos ao governo do Amapá apresentam propostas para preparar o estado para o ciclo do petróleo
Debate entre candidatos ao Governo no AP: bloco 4 O ciclo do petróleo ocupou parte central do quarto bloco do debate da Rede Amazônica entre os candidatos ao ...
Debate entre candidatos ao Governo no AP: bloco 4 O ciclo do petróleo ocupou parte central do quarto bloco do debate da Rede Amazônica entre os candidatos ao governo do Amapá, promovido nesta terça-feira (29). O tema foi tratado como estratégico, já que conecta diretamente o futuro econômico do estado com infraestrutura, geração de empregos e qualificação profissional. Clécio Luís (União Brasil) e Dr. Furlan (PSD) apresentaram propostas distintas para preparar o Amapá para receber investimentos da cadeia do óleo e gás. Enquanto Furlan apontou a falta de portos e rodovias pavimentadas como entraves, Clécio destacou articulação política para trazer a Petrobras ao estado e programas de capacitação voltados ao setor. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AP no WhatsApp Dr. Furlan (PSD) abriu a rodada afirmando que o Amapá não está pronto para a nova economia. “O petróleo está chegando, mas a infraestrutura para recebê-lo não chegou junto. Não tem porto pronto, não tem rodovia pavimentada. Isso torna o Amapá menos competitivo para atrair grandes empresas da cadeia produtiva do óleo e gás”, disse. Ele relacionou o caso da Amprev e afirmou que o recurso poderia ajudar a preparar o estado. “Se os R$ 400 milhões desviados tivessem sido usados em obra de logística e integração, o Amapá estaria preparado para essa nova economia”, disse. VEJA TUDO SOBRE ELEIÇÕES NO AMAPÁ Clécio Luís rebateu dizendo que sua gestão ampliou os recursos da previdência e que o estado já está se preparando. “A aposentadoria é sagrada. Nós saímos de R$ 6,4 bilhões para R$ 9,5 bilhões e vamos ampliar mais. Eu falo direto com a Petrobras. Nós trouxemos a Petrobras para cá porque ela não viria. Hoje já temos empresas se instalando em Santana, portos licenciados e isenção de ICMS para combustível marítimo. O programa Qualifica Amapá Óleo e Gás já está formando cinco mil alunos e vai chegar a 50 mil”, afirmou. Sobre as declarações, Furlan disse que o petróleo virá por decisão técnica da Petrobras, não por articulação política. “O petróleo vai acontecer porque a Petrobras decidiu. Não é articulação política de quem quer que seja. É porque tem petróleo na margem equatorial e é por isso que vem”, declarou. Ele lembrou ainda que, como prefeito, criou a Lei Petro-Macapá em cooperação com Macaé. “Nós avançamos muito criando a Lei Petro-Macapá numa cooperação com Macaé, que é a capital do óleo, gás e energia do Brasil”, disse. Na sequência, Clécio acusou o adversário de evitar discutir temas como obras e segurança e reforçou que mantém diálogo direto com a presidência da Petrobras. “Eu falo diretamente com a presidente da Petrobras e tudo o que a gente trata é diretamente com ela. Esse meu adversário procurou Macaé, que é o pior exemplo de município a lidar com os recursos do petróleo. O Amapá está se preparando com obras estruturantes e políticas de qualificação para aproveitar essa nova economia”, afirmou. Dr Furlan (PSD) e Clécio Luís (União Brasil) durante debate ao Governo do Amapá Mariana Ferreira/g1 VÍDEOS com as notícias do Amapá: