El Niño deve frear temporada de furacões no Atlântico Norte em 2026, diz agência dos EUA
Imagem de satélite mostra o furacão Erin avançando pelo Atlântico próximo à costa leste dos EUA em 20 de agosto de 2025. NOAA O avanço esperado do El NiÃ...
Imagem de satélite mostra o furacão Erin avançando pelo Atlântico próximo à costa leste dos EUA em 20 de agosto de 2025. NOAA O avanço esperado do El Niño no segundo semestre deve segurar a temporada de furacões de 2026 no Atlântico Norte abaixo da média histórica, segundo previsão divulgada nesta quinta-feira (21) pela agência meteorológica dos Estados Unidos (NOAA). O órgão projeta entre 8 e 14 tempestades tropicais nomeadas no perÃodo de 1º de junho a 30 de novembro, das quais 3 a 6 devem atingir a categoria de furacão e de 1 a 3 podem se tornar furacões de grande intensidade. 🌊 ENTENDA: O El Niño é caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do PacÃfico equatorial e altera a circulação atmosférica em escala global. No caso especÃfico do Atlântico Norte, o fenômeno tende a aumentar o chamado cisalhamento dos ventos em altitude (a diferença de velocidade e direção entre camadas da atmosfera), um mecanismo que dificulta a formação e o fortalecimento dos furacões. Segundo o NOAA, há 55% de probabilidade de que a temporada fique abaixo do padrão histórico, contra 35% para uma temporada próxima da média e 10% para uma temporada acima da média. A confiança nas faixas projetadas é de 70%, de acordo com a agência. Agora no g1 Em média, a região registra 14 tempestades nomeadas, sete furacões e três furacões de grande intensidade por temporada. São classificados como tempestades tropicais nomeadas os sistemas com ventos sustentados a partir de 63 km/h. Furacões têm ventos a partir de 119 km/h, e os de grande intensidade — categorias 3, 4 e 5 — ultrapassam 178 km/h. A previsão considera também elementos que poderiam favorecer a atividade ciclônica. As águas do Atlântico devem permanecer ligeiramente mais quentes do que a média, e os ventos alÃsios estão projetados como mais fracos do que o normal — condições que, isoladamente, ampliariam a chance de formação de tempestades. O peso atribuÃdo pelo NOAA ao El Niño, porém, é maior na composição final da previsão. "Embora o impacto do El Niño na bacia do Atlântico tenda a suprimir o desenvolvimento de furacões, ainda há incerteza sobre como cada temporada vai se desenrolar", afirmou o diretor do Serviço Meteorológico Nacional dos EUA, Ken Graham. Segundo ele, "basta uma tempestade para tornar a temporada muito ruim". 📱GloboPop: confira o palco do Jornal Nacional na plataforma de vÃdeos verticais da Globo LEIA TAMBÉM: ONU pressiona paÃses por metas climáticas e cita fim gradual dos combustÃveis fósseis O risco de um super El Niño aumentou? EUA mudam regras para quÃmicos perigosos na água e afrouxam normas ambientais