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Ex-gerente de fazenda suspeito de desviar R$ 10 milhões usou dinheiro para agiotagem, diz polícia

Ex-gerente é preso por extorsão e agiotagem; polícia aponta plano de fuga Uma investigação da Polícia Civil revelou um suposto desvio de R$ 10 milhões de...

Ex-gerente de fazenda suspeito de desviar R$ 10 milhões usou dinheiro para agiotagem, diz polícia
Ex-gerente de fazenda suspeito de desviar R$ 10 milhões usou dinheiro para agiotagem, diz polícia (Foto: Reprodução)

Ex-gerente é preso por extorsão e agiotagem; polícia aponta plano de fuga Uma investigação da Polícia Civil revelou um suposto desvio de R$ 10 milhões de uma fazenda localizada em Miranorte, na região central do Tocantins. Péricles Antônio Pereira, ex-gerente da propriedade, foi preso preventivamente. Segundo a polícia, ele teria usado parte do dinheiro para praticar agiotagem. As investigações começaram há cerca de seis meses, após os donos perceberem inconsistências financeiras e solicitarem apuração do caso. Durante o cumprimento de mandados de busca nesta segunda-feira (7), outro homem foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, mas não teve o nome informado e o g1 não conseguiu contato com sua defesa. A Polícia Civil afirma que os crimes ocorreram entre 2021 e 2025, período em que o ex-gerente se aproveitou da confiança dos proprietários da fazenda para praticar supostas irregularidades. Ele é suspeito de furto qualificado mediante fraude, lavagem de dinheiro e agiotagem. 📱 Clique aqui para seguir o canal do g1 TO no WhatsApp A defesa de Péricles afirma que não teve acesso total ao inquérito e, por isso, vai se manifestar de forma mais detalhada posteriormente. Também sustentou a inocência do investigado, destacando sua atuação de mais de 20 anos no meio rural, sem histórico de irregularidades. Também nega que o patrimônio tenha sido construído recentemente (veja íntegra da nota abaixo). LEIA TAMBÉM: Ex-gerente é preso suspeito de desviar R$ 10 milhões de fazenda no Tocantins Filhas suspeitas de feminicídio da mãe no TO dependiam da empresa da família: 'Iam ter total controle', diz delegado Saiba quem é o médico de 27 anos que morreu a caminho do TO para assumir vaga de residência Suspeito preso durante ação da Polícia Civil do Tocantins Divulgação/PCTO A operação A Justiça determinou o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão, além de uma ordem de prisão preventiva. As ações ocorreram nas cidades de Miranorte e Lajeado, no Tocantins, e em Novo São Joaquim, no Mato Grosso. Além da prisão, a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 10 milhões nas contas do investigado e da esposa dele, além de R$ 1,6 milhão nas contas de uma empresa que, segundo a investigação, fazia parte do esquema. Suspeita de enriquecimento ilícito Segundo a polícia, o suspeito usava o cargo para superfaturar serviços prestados por terceiros à fazenda. A diferença entre os valores reais e os informados era desviada para contas próprias e de terceiros. Empresas prestadoras de serviço relataram comportamento intimidatório durante cobranças, incluindo, segundo os depoimentos, o uso de arma de fogo. Documentos analisados pela 6ª DEIC revelaram planilhas com controle de valores ligados à prática de agiotagem, que supostamente era realizada com parte do dinheiro desviado. Durante o inquérito, foi identificada uma evolução patrimonial incompatível com a renda do investigado. O ex-gerente recebia salário de aproximadamente R$ 26 mil, mas teve o patrimônio elevado de cerca de R$ 200 mil para R$ 1,9 milhão entre 2023 e 2024, sem comprovação de origem dos recursos. Após a quebra de sigilos, a investigação apontou que o suspeito aplicou mais de R$ 2,5 milhões em fundos de investimento. Os policiais encontraram ainda pesquisas feitas pelo suspeito na internet sobre investimentos capazes de gerar renda mensal de R$ 20 mil e sobre processos contra funcionários acusados de superfaturamento. Íntegra da nota da defesa A defesa vem a público esclarecer que, até o presente momento, não teve acesso integral ao inquérito policial nem ao processo que embasou as medidas de busca e apreensão, razão pela qual se reserva ao direito de se manifestar de forma mais detalhada em momento oportuno, após a devida análise dos autos. Ainda assim, é necessário pontuar que o investigado é inocente das acusações que vêm sendo veiculadas. Trata-se de profissional com mais de 15 anos de atuação como gerente de fazenda (mais de 20 anos de trabalho no âmbito rural), sem qualquer histórico de litígios ou envolvimento em práticas ilícitas, sempre pautando sua conduta na ética, na confiança e na integridade. Ressalte-se que seu patrimônio foi construído ao longo de anos de trabalho, não se limitando a um curto período, como vem sendo sugerido de forma precipitada em divulgações recentes. As alegações apresentadas serão devidamente esclarecidas e refutadas no momento oportuno, no âmbito do devido processo legal, onde prevalecerão o contraditório e a ampla defesa. Neste momento, é imprescindível destacar que se trata de investigação em curso, e não de condenação, sendo fundamental o respeito ao princípio constitucional da presunção de inocência. A divulgação prematura e descontextualizada de informações tem causado graves prejuízos à imagem de uma pessoa de reputação ilibada, o que não se coaduna com a responsabilidade que se espera na veiculação de notícias dessa natureza. A defesa confia que, ao longo da apuração, será plenamente demonstrada a inocência do Investigado. Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.