Governo proíbe venda da marca de azeite San Olivetto
Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil O governo federal proibiu nesta segunda-feira (16) a venda de azeites da marca San Olivetto após identificar...
Entenda as fraudes de azeite mais comuns no Brasil O governo federal proibiu nesta segunda-feira (16) a venda de azeites da marca San Olivetto após identificar que os produtos têm origem desconhecida e irregularidades nas empresas responsáveis pela importação e distribuição da marca. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). ➡️A decisão prevê a apreensão dos produtos e proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso do azeite de oliva extra virgem San Olivetto em todo o país. Imagem de um anúncio do azeite San Olivetto, no site da Shoope, no dia 16 de março de 2026. Reprodução Segundo a decisão, o rótulo do produto indica como importadora a empresa Agro Indústria e Cerealista Norte Paraná Ltda, mas o CNPJ da companhia está suspenso por inconsistência cadastral desde 22 de maio de 2025 junto à Receita Federal. Além disso, a empresa apontada como distribuidora, Comercial Alimentícia e Cerealista Capixaba Ltda, está baixada desde 6 de novembro de 2024, após encerramento por liquidação voluntária. O g1 não conseguiu localizar os contatos das duas empresas. A reportagem encontrou anúncios da marca San Olivetto nos sites da Shopee e do Mercado Livre e procurou as plataformas para comentar. Até a última atualização desta reportagem, não havia recebido resposta. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça 🫒LISTA: 25 marcas de azeite foram proibidas em 2025 Azeites proibidos: veja como comprar um produto de boa qualidade Apreensão e proibição em todo o país Diante dessas irregularidades, a Anvisa concluiu que não é possível confirmar a origem do produto, o que motivou a adoção das medidas sanitárias. A decisão determina a apreensão de todos os lotes do azeite San Olivetto e proíbe qualquer atividade relacionada ao produto no território nacional. De acordo com a agência, a medida foi tomada com base em normas da legislação sanitária brasileira que tratam da segurança e da regularização de alimentos. Casos de irregularidades envolvendo azeites têm sido recorrentes no país, especialmente relacionados a produtos com origem desconhecida, rotulagem irregular ou suspeita de adulteração. A recomendação das autoridades é que consumidores evitem adquirir produtos sem procedência clara ou vendidos por canais informais. Azeite Polina Tankilevitch/Pexels