Homem é condenado a quase 90 anos de prisão por matar os ex-sogros após ser expulso da casa onde morava com a ex
Homem é condenado a 89 anos de prisão por matar sogros, em Cristalina O homem que matou os ex-sogros na antevéspera do Natal de 2024 foi condenado pela Justi...
Homem é condenado a 89 anos de prisão por matar sogros, em Cristalina O homem que matou os ex-sogros na antevéspera do Natal de 2024 foi condenado pela Justiça a quase 90 anos de prisão. O pedreiro Milton Pereira dos Santos, que, na época, tinha 53 anos, matou os produtores rurais Maria Batista de Oliveira, de 68 anos, e Mario Domingos, de 59, depois de ser expulso da casa onde morava com a ex-mulher. O crime aconteceu em Cristalina, no Entorno do Distrito Federal. Procurada pelo g1, a defesa de Milton, representada pela advogada Daniella Visoná, disse que será avaliado eventual recurso. Afirmou, ainda, que a atuação da defesa sempre foi pautada pela garantia do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal (leia a íntegra da nota ao final da reportagem). De acordo com a sentença do juiz Rodney Martins Farias, a pena total se refere aos seguintes crimes: Feminicídio: 61 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão; Homicídio qualificado: 23 anos e 4 meses de reclusão; Adulteração de sinal identificador de veículo: 4 anos de reclusão; Violência psicológica contra a mulher: 10 meses de reclusão; Fraude processual qualificada: 8 meses de detenção. Ao fixar as penas, o magistrado destacou fatores que agravaram os crimes, pelos quais ele foi considerado culpado pelos jurados no tribunal do júri, como emprego de meio cruel e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas. "A vítima Maria Batista de Oliveira, além de idosa, era portadora de cardiopatia severa e acometida por convulsões, condição que lhe agravava a fragilidade e suprimia qualquer aptidão de reação ou fuga", afirmou Farias. O juiz chamou a atenção, ainda, para a frieza de Milton após cometer os crimes. Descreveu que, conforme depoimento da ex-mulher, filha do casal morto, foi à casa da família, no dia seguinte ao das mortes, deu um afago na ex e lhe desejou feliz Natal. A data em que o crime foi cometido também foi destacada pelo magistrado. Os assassinatos aconteceram na noite do dia 23 de dezembro. Os corpos foram encontrados na manhã seguinte, véspera de Natal, no assentamento Vista Alegre, em Cristalina. "Para os familiares das vítimas, a data deixará de ser tempo de festa e se converterá em marco anual de dor. O descompasso entre o significado afetivo da época e a violência do ato agrava o desvalor da conduta", disse o juiz. Milton Pereira dos Santos é preso suspeito de matar ex-sogros, em Cristalina, Goiás Divulgação/Polícia Civil LEIA TAMBÉM Genro é preso suspeito de matar ex-sogros encontrados mortos na véspera de Natal Genro matou os ex-sogros depois de ser expulso da casa onde morava com a ex, diz polícia Homem é procurado por suspeita de mandar matar os ex-sogros na véspera do Natal Os crimes De acordo com o delegado Cassius Zamó, responsável pela investigação, na época, Milton Pereira estava insatisfeito com a separação recente da filha das vítimas, após um relacionamento de três anos marcado por abusos e violência. Ele teria sido expulso da casa onde vivia com a família no dia anterior ao do crime. Segundo relatos, o pedreiro fazia ameaças constantes à sogra, inclusive afirmando dias antes que "a veria no caixão no Natal". Segundo Zamó, câmeras de segurança e depoimentos revelaram que Milton planejou o ataque com a ajuda do servente, que também foi preso. Imagens gravadas na noite do crime mostram os dois suspeitos saindo de moto em direção à residência rural das vítimas, que foram mortas com golpes de facão. Maria Batista de Oliveira, de 68 anos, e Mario Domingos, de 59, encontrados mortos em uma casa de Cristalina, Goiás Reprodução/TV Anhanguera Mais tarde, eles foram vistos retornando à cidade com roupas e objetos alterados em uma possível tentativa de criar um álibi, conforme informado pela polícia. O delegado ainda destacou que as câmeras da casa das vítimas foram desligadas antes do crime, o que a polícia acredita ter sido uma ação planejada por Milton, que havia ajudado a instalá-las. A prisão de Milton aconteceu apenas no dia 19 de janeiro, depois de vários dias foragido. Ele foi encontrado no Jardim Ingá, em Luziânia, após a polícia fazer uma campana em frente a um imóvel que ele teria alugado para se esconder. Na época, ele negou os crimes. Leia a íntegra da nota da defesa de Milton: "O processo seguirá seu curso normal, com análise técnica da ata de julgamento e dos demais atos processuais para avaliação de um eventual recurso. A atuação da defesa sempre foi pautada na garantia do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, princípios indispensáveis em qualquer Estado Democrático de Direito. Drª Daniella Visoná" 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás