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Indígenas que perderam plantações em enchente recebem 1,5 tonelada de alimentos e água no AC

Comunidade indígena que perdeu 10 mil pés de banana recebe doações Indígenas da etnia Huni Kuin que vivem na Aldeia Paroá Central, zona rural de Feijó, i...

Indígenas que perderam plantações em enchente recebem 1,5 tonelada de alimentos e água no AC
Indígenas que perderam plantações em enchente recebem 1,5 tonelada de alimentos e água no AC (Foto: Reprodução)

Comunidade indígena que perdeu 10 mil pés de banana recebe doações Indígenas da etnia Huni Kuin que vivem na Aldeia Paroá Central, zona rural de Feijó, interior do Acre, que perderam mais de 10 mil pés de banana com a cheia do Rio Envira, receberam doações de alimentos e água potável entregues por equipes da Defesa Civil Municipal que estiveram na comunidade na manhã dessa segunda-feira (19). Segundo o órgão, a doação foi de 1,5 tonelada de mantimentos distribuídos entre cerca de 300 pessoas. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp A água invadiu a parte da frente da aldeia e as plantações em dezembro do ano passado. Imagens do órgão municipal enviadas ao g1 nesta terça mostram o campo de futebol e algumas plantações tomados pelas águas. Indígenas da Aldeia Paroá Central, em Feijó, receberam alimentos e água potável Arquivo/Defesa Civil de Feijó O local teve vazante, mas continua encharcado. O coordenador da Defesa Civil Municipal, sargento Adriano Souza, voltou à aldeia nesta segunda e relatou que a descida do nível do rio deixou um rastro de lama. (Veja vídeo acima) "Essa ação é um gesto de solidariedade e respeito com famílias que já sofreram demais com as enchentes. Ver comunidades perderem sua produção, seu alimento e parte da sua história nos toca profundamente", comentou. LEIA MAIS: Rio Acre registra vazante, mas segue acima da cota de transbordo em Rio Branco Governo federal reconhece emergência em Rio Branco por conta de enchentes Comunidade perdeu mais de 10 mil pés de banana devido à cheia do Rio Envira Arquivo/Defesa Civil de Feijó Impactos da cheia Indígenas perderam as plantações de banana durante a cheia do Rio Envira Arquivo/Defesa Civil de Feijó Durante a cheia, mais de 90 famílias indígenas foram atingidas pela enchente na Aldeia Paroá Central. Segundo o coordenador, as águas estavam em uma distância de 10 metros para chegar às residências dos indígenas. "A água chegou na parte da frente, onde fica o campo. Acho que invadiu umas duas hectares alagadas. As demais aldeias ficam muito às margens da borda do rio, então, constatamos que essa é a mais afetada", contou. Comunidade Paroá Central fica na zona rural de Feijó e tem mais de 90 famílias atingidas pela cheia Arquivo/Defesa Civil de Feijó Segunda enchente no ano O sargento explicou também que essa é a segunda vez no ano que os indígenas perdem o roçado. Em abril, quando o município decretou situação de emergência, as águas do Rio Envira destruíram a plantação de banana, principal cultivo da comunidade. "Em abril foram muitos afetados e agora em dezembro. Segundo relatos do Corpo de Bombeiros, há mais de 20 anos não tinha essas ocorrências de enchente. É algo raro de acontecer, esse mês de dezembro foi muito chuvoso. Quase todo dia chove aqui em Feijó, tanto na área urbana como rural", complementou. Adriano Souza revelou que a média de chuva no município para o mês é de até 280 milímetros. Até essa segunda, o acumulado de chuvas é de 429 milímetros. Apenas no domingo, quando a cheia começou, choveu mais de 51 milímetros. O sargento acrescentou que será feito um levantamento completo dos estragos registrados na zona rural para que a assistência seja levada até os indígenas no início de janeiro. "A zona urbana a gente consegue assistir, mas as pessoas que ficam isoladas, mesmo quando o rio não enche tanto, são da zona rural. Então, esse ano buscamos ter um olha diferencial para eles para levar assistência", finalizou. Vazante Até o sábado (17)o rio havia baixado 19 centímetros. O manancial transbordou na terça (13), quando ultrapassou a cota de transbordo de 12 metros. Duas famílias, com total de sete pessoas, seguem em abrigos públicos. Decreto de emergência Feijó é uma das cidades listadas no decreto de emergência do governo estadual. Em meio a cheia de rios e igarapés em várias regionais do estado, o governo decretou situação de emergência em cinco municípios nessa segunda-feira (29). A medida cita emergência de nível 2 e abrange Feijó, Plácido de Castro, Rio Branco, Santa Rosa do Purus e Tarauacá, municípios com os rios em transbordamento. Ainda na quarta-feira (14), o governo federal reconheceu a situação de emergência nos cinco municípios. Com o reconhecimento, os municípios passam a ter acesso facilitado a recursos federais para ações de resposta, assistência humanitária, recuperação de áreas afetadas e apoio logístico. A articulação das ações segue sob responsabilidade da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, em conjunto com os governos municipais e federal. Reveja os telejornais do Acre