Lula assina contratos para retomada de obras da UFN-III, fábrica de fertilizantes da Petrobras em MS
Petrobras retoma obras de fábrica de fertilizantes abandonada após anos de paralisação O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, desembarcou e...
Petrobras retoma obras de fábrica de fertilizantes abandonada após anos de paralisação O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, desembarcou em Três Lagoas (MS), na manhã desta quinta-feira (25) para assinar contratos das empresas responsáveis pela conclusão das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III). A medida marca a retomada do empreendimento, que está parado há 11 anos, e faz parte da estratégia para ampliar a produção nacional de fertilizantes. "Não tem explicação sobre o tempo que essa obra ficou parada. Uma coisa é você não começar [uma obra], outra é você ter quase 85% da estrutura pronta e não concluir, e o Brasil pagando preços absurdos para importar fertilizantes que poderiam ser produzidos no país", disse o presidente Lula durante o lançamento da retomada da UFN-III. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Segundo a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, as obras serão retomadas em julho, com investimento superior a R$ 5 bilhões. A expectativa é que a retomada das obras gere cerca de 8 mil empregos diretos e indiretos. A previsão é que a unidade entre em operação em 2029, ampliando a produção nacional de fertilizantes. 🔎 A UFN-III é uma fábrica de fertilizantes da Petrobras voltada à produção de ureia e amônia para o agronegócio. Atualmente, o Brasil depende quase totalmente da importação de ureia, principal fonte de nitrogênio usada na agricultura. O fertilizante é aplicado em culturas como milho, cana-de-açúcar, trigo, arroz e café, ajudando no crescimento das plantas e na formação de grãos. Lula assina contratos para retomada da UFN-III, em Três Lagoas (MS). Dyego Queiroz/TV Morena Empregos Durante o lançamento da retomada das obras da UNF-III, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, informou que a Petrobras aprovou na noite dessa quarta-feira (24) um projeto para capacitar a população para atuação na fábrica de fertilizantes. "Estamos garantindo 8 mil postos de trabalho, entre diretos e indiretos, num lugar pequeno. Isso significa que temos que treinar pessoas. Aprovamos o projeto Autonomia e Renda Três Lagoas, para que essa qualificação seja feita", enfatizou Magda. Conforme a presidente da Petrobras, serão abertas 1,4 mil vagas para cursos de formação e qualificação profissional voltados, exclusivamente, para atuação na UFN-III. Os cursos serão oferecidos em parcerias com Sesi, Senai e institutos federais. Sobre a UFN-III Fábrica de fertilizantes deve ser entregue em 2029 Petrobras O projeto prevê a produção de cerca de 1,2 milhão de toneladas de ureia e 70 mil toneladas de amônia por ano. A localização da unidade deve facilitar o abastecimento de produtores de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo, estados que concentram grande parte da demanda por fertilizantes no país. As obras da fábrica começaram em 2011, mas foram interrompidas em dezembro de 2014. Na época, a Petrobras encerrou o contrato com o consórcio responsável pela construção por descumprimento contratual. Em fevereiro de 2017, a Petrobras anunciou a venda da UFN-III e da Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) como parte da estratégia de desinvestimento e saída do setor de fertilizantes. Em maio de 2018, a estatal informou que iniciaria negociações exclusivas, por 90 dias, com o grupo russo Acron. O processo foi suspenso após decisão liminar do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu a venda de empresas estatais sem autorização do Congresso Nacional. Em junho de 2018, o plenário da Corte manteve a restrição para estatais, mas autorizou a venda de subsidiárias. Dias depois, a Petrobras retomou a venda da UFN-III e da ANSA. Na ocasião, a empresa afirmou que “a operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria da alocação do capital da companhia”. A UFN-III foi colocada à venda em 2017. O grupo russo Acron chegou a demonstrar interesse no negócio, mas desistiu da compra devido a dificuldades relacionadas ao fornecimento de gás natural, que viria da Bolívia. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: